
Da última vez em que estive aqui, prometi a mim mesma parar de cair na mesmice de estar sempre falando em sentimentos e por mais uma vez não consegui fugir desse contexto, porém, desta vez, venho pra falar de um sentimento que está adormecido ou que muitos fazem questão de não se apegarem a ele.
Em época de propaganda política, o que eu mais tenho observado por aí, são promessas em relação a saúde, educação, políticos que são contra e outros que são a favor de um aborto, contextos, teorias e hipóteses para o que se deve fazer nesses casos. Acredito eu, que este seja um assunto que requer sim, uma atenção muito grande, afinal, ao falarmos de um aborto, estamos falando de uma vida e nas demais questões estamos nos referindo a problemas que vem se agravando na nossa sociedade e que tem passado por despercebidas.O assunto em questão é que temos um outro problema em meio a tantos, onde poucas pessoas voltam suas atenções para ele: a adoção!
Hoje no Brasil existe uma grande quantidade de crianças e adolescentes que foram e continuam sendo abandonadas por seus pais, por diversos os motivos (Falta de condições, estrutura, uso de drogas, adolescentes que engravidam cedo demais, a chegada de um filho em hora inesperada entre outros).
A adoção é um ato de amor, uma maneira de criar novas oportunidades, de gerar vínculos familiares e dar uma base com estrutura para estas crianças e adolescentes, mas ainda sim, na nossa sociedade existem obstáculos que dificultam e causam lentidão neste processo e com isso, os adolescentes são os mais prejudicados, uma vez que se existe a preferência na adoção por crianças menores.
Deveríamos então por em prática o art.19, que diz que: "Toda criança e adolescente tem o direito a ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituída...".
Filhos adotivos obtém os mesmo direitos que os legítimos e quando se tratando de sentimentos, eles obtém o mesmo valor que aqueles que geramos ou até mais. Eles são filhos de coração, não precisam ter traços parecidos com os nossos para que criemos uma identificação, são seres que aprendemos e devemos amar a mesma maneira que amamos os que geramos.
Por tanto, se você pode e quer fazer algo por alguém, pense nessa hipótese, não seja mais um a não se importar, não tenha pensamento fechado para essa questão, não seja egoísta. Existem milhões de crianças e adolescentes esperando pelo amor que você tem e é capaz de oferecer a elas.Pratique o gesto de amor com pessoas que ainda tem muito o que aprender com você.
"Um filho adotivo não vem de fora, vem de dentro!"